Nascimento: 1200 em Portel, Espanha
Falecimento: 1240 em Cardona, Espanha.
Comemorado em: 31 de Agosto
Canonizado em: 13 de agosto de 1657, Roma, por Papa Alexandre VII
Descendente de nobre família espanhola, nasceu Raimundo Nonato em 1200, perdendo a mãe no momento em que veio ao mundo. Assim que começou a compreender a dor da orfandade. consagrou-se filialmente à Virgem Maria, aquela que sob o seu manto azul tão carinhosamente abriga todos os desamparados. Muito pequenino ainda, passava longa horas na solidão dos campos, apascentando as ovelhas do pai que perdera toda a sua fortuna. Mas coisa alguma receava a criança, porque se sentia protegida pela Mãe Celeste.
Quando chegou a hora de escolher carreira, foi ainda a Virgem que, em seus sonhos, mandou que o seu protegido partisse para Barcelona, afim de ser admitido na Ordem de Nossa Senhora da Graça, que era dedicada à redenção dos cativos. Após um edificante postulado, foi o noviço enviado à África; e ali, não possuindo dinheiro bastante para libertar todos os escravos, constituiu-se , em lugar dos mesmos, prisioneiro, só endo posto em liberdade quando pôde completar o pagamento. Com alegria suportou todos os ultrajes do cativeiro; esteve prestes a ser morto, por haver convertido diversos infiéis.
Após a libertação e em virtude dos altos serviços prestados à Igreja, foi elevado ao cardinalato, o que aliás muito o constrangeu. Voltou ao mosteiro, onde continuou a mesma singela existência dos primeiros tempos, não consentindo jamais em trocar o burel pelas purpúreas vestes, nem a cela pelo palácio episcopal.
Numa rude manhã de inverno, tendo dado o chapéu a um velho mendigo, a Virgem veio nessa mesma noite, acompanhada por um cortejo de santos, depositar-lhe sobre a cabeça resplendente coroa. E como em sua humildade, se afligisse o santo com tão insigne graça, viu ao seu lado Jesus, de espinhos coroado; então, submisso aceitou a dádiva.
Quando chegou o momento derradeiro, das mão do próprio Cristo recebeu a comunhão. Morreu no ano de 1240; desprendia-se do seu corpo um suave perfume, e, mal fechou os olhos à terra, começou a operar milagres no céu.
Nenhum comentário:
Postar um comentário