segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

São Pascoal Bailão

Nascimento: Torrehermosa, Espanha - 17 de Maio de 1540
Falecimento: Vila-real, Reino de Aragão - 17 de Maio de 1592
Comemorado em: 17 de Maio
Canonizado em: 29 de outubro de 1618; Basílica de São Pedro; por Papa Paulo V


    Filho de modestos agricultores , nasceu Pascoal Bailão numa aldeia da Espanha, a 17 de Maio de 1540. Desde a mais tenra infância deu mostras de uma ardente piedade; dizem mesmo que foi com os anjos que ele aprendeu as primeiras orações, enquanto apascentava mansas ovelhas. Embora pobre, encontrava meios de ser esmoler, partilhando com os mais deserdados do pouco que possuía .


    Penitenciava-se constantemente, por pecados que certamente não cometera, por meio de jejuns, cilícios e sangrentas disciplinas.


    Muito querido de todos quantos o conheciam, recusou a herança de um rico fazendeiro, amigo de seu pai, declarando só aspirar aos tesouros do céu, Aos vinte anos ingressou na Ordem dos Franciscanos; bem duro foi o noviciado, pois o superior, querendo experimentar as virtudes de Pascoal, tratava-o com o máximo rigor, tratamento este acolhido pelo jovem postulante com a mais suave alegria. Porteiro do convento, excedia-se na caridade com os pobres, ameaçando deixar os frades à míngua. Mas quando era admoestado, respondia:

    - Se vierem aqui bater doze pobres e eu só der esmola a dez, pode acontecer que um dos dois não contemplados seja Jesus Cristo.


    A sua maior e mais ardente devoção era pela Santa Eucaristia; passava longas e longas horas de joelho, em frente ao tabernáculo, no mais puro dos êxtases. Possuindo embora uma instrução muito rudimentar, tinha a tal ponto o dom das ciências espirituais que os livros que deixou escritos poderiam ser assinados por qualquer um do Doutores da Igreja.


Pascoal Bailão morreu no mesmo mês, na mesma data em que ao mundo viera: 17 de Maio, no ano de 1592. Contavam os religiosos do convento que, durante a missa de corpo presente, por duas vezes, à elevação da hóstia e a do cálice, abriram-se, numa derradeira adoração terrena, os olhos do morto.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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