Nascimento: 340 em Treveris
Falecimento: 397 em Milão
Comemorado em:
Cícero Cristão
Nasceu Santo Ambrósio, Bispo e Confessor, um dos quatro Grandes Doutores da Igreja, na cidade de Treveris, então residência habitual dos prefeitos das Gálias, pelo ano 340. Enquanto ainda se achava no berço, um enxame de abelhas entrou-lhe pela boca como se nela quisesse fabricar o mel, presságio de sua grande eloquência. Militou primeiramente no foro, em Roma e em Milão. Foi governador da Ligúria e da Emília.
O ariano Auxencio, violento e sutil perseguidor dos cristãos, havia usurpado tiranicamente a Sé de Milão, encontrando-se a cidade agitadíssima por causa da eleição do novo Bispo. Ambrósio foi pessoalmente à igreja onde se reuniam em assembleia os partidos em luta e dirigiu ao povo uma exortação para que a escolha se procedesse com espírito de paz e de concórdia. Não ainda acabado o discurso ouviu-se a voz de um menino entre a multidão, dizendo: "Ambrósio, Bispo!"
Todos, unanimes, cristãos e arianos, o proclamaram. Ambrósio quis fugir ao compromisso. Acedendo, por fim, recebeu o batismo, pois era apenas catecúmeno, e a sagração.
Uma vez sentado na cadeira episcopal, deu à Igreja e aos pobres a prata e o ouro que possuía em abundância, suas terras e outras propriedades.
Dedicado inteiramente ao serviço do seu rebanho, praticava a caridade até com os que professavam outras crenças.Suas instruções tinham o perfume de uma pureza imaculada de costumes.
Enfrentando os hereges, conduziu à Igreja Santo Agostinho, cuja conversão valeu pela de reinos inteiros. Quando Valenciano o ameaçou, respondeu-lhe altivamente: "O imperador não é mais do que um membro da Igreja e não está colocado acima dela". Excomungou o poderoso Teodósio por ter mandado massacrar os habitantes de Tessalônica. Exigiu dele uma retratação pública do seu ato brutal e só o perdoou depois de ter cumprido severa penitência.
Foi Santo Ambrósio o primeiro a introduzir na Igreja do ocidente o canto dos Psalmos, que então só era praticado na Igreja do Oriente, separando a assistência em dois coros.
O ariano Auxencio, violento e sutil perseguidor dos cristãos, havia usurpado tiranicamente a Sé de Milão, encontrando-se a cidade agitadíssima por causa da eleição do novo Bispo. Ambrósio foi pessoalmente à igreja onde se reuniam em assembleia os partidos em luta e dirigiu ao povo uma exortação para que a escolha se procedesse com espírito de paz e de concórdia. Não ainda acabado o discurso ouviu-se a voz de um menino entre a multidão, dizendo: "Ambrósio, Bispo!"
Todos, unanimes, cristãos e arianos, o proclamaram. Ambrósio quis fugir ao compromisso. Acedendo, por fim, recebeu o batismo, pois era apenas catecúmeno, e a sagração.
Uma vez sentado na cadeira episcopal, deu à Igreja e aos pobres a prata e o ouro que possuía em abundância, suas terras e outras propriedades.
Dedicado inteiramente ao serviço do seu rebanho, praticava a caridade até com os que professavam outras crenças.Suas instruções tinham o perfume de uma pureza imaculada de costumes.
Enfrentando os hereges, conduziu à Igreja Santo Agostinho, cuja conversão valeu pela de reinos inteiros. Quando Valenciano o ameaçou, respondeu-lhe altivamente: "O imperador não é mais do que um membro da Igreja e não está colocado acima dela". Excomungou o poderoso Teodósio por ter mandado massacrar os habitantes de Tessalônica. Exigiu dele uma retratação pública do seu ato brutal e só o perdoou depois de ter cumprido severa penitência.
Foi Santo Ambrósio o primeiro a introduzir na Igreja do ocidente o canto dos Psalmos, que então só era praticado na Igreja do Oriente, separando a assistência em dois coros.
É o pai e restaurador da liturgia milanesa, chamada ambrosiana, que continua a e considerar independente do oficio romano, feito adotar por todas as igrejas.
O ritual ambrosiano conserva o batismo por imersão. A Quaresma começa somente na quadragésima. A Paixão é lida na Sexta-Feira Santa, sobre textos de todos os quatro evangelistas: não se celebram ofícios de santos em domingos; nas missas solenes recita-se o Evangelho do púlpito e vinte anciãos, dez de cada sexo, que constituem chamado "Colégio de Santo Ambrósio", fazem a oferenda de pão e de vinho.
Adriano I, Nicolau II, Eugênio IV e outros pontífices, tentaram, sem resultado, abolir o rito ambrosiano que foi reconhecido e mandado respeitar por Alexandre VI, em 1497.
Santo Ambrósio foi mais um homem de ação que escritor. Deixou escritas as "Orações fúnebres" de
Valentiniano II Teodósio. Pelas suas excelentes qualidades de orador foi chamado de Cícero cristão.
Também escreveu homilias e sermões para os catecúmenos e para os seus fiéis. Imitou a Basílio o Grande, Gregório Nazianzeno e outros no emprego da alegoria e no sentido místico da exegese. Também escreveu sobre o "Celibato", "Virgindade", a "Santidade", a "Vida religiosa", cinco livros "Da Fé", o "Hexameron", conjunto de nove sermões, o "Livro de Tobias", "Contra a usura", os "Sete livros dos Patriarcas", as "Epístolas bíblicas", a "Exposição dos doze psalmos" e várias outras obras.
Mereceu, por sua habilidade e seu saber, o título de douto intérprete da Escritura, grande Pai da Igreja, digno, em suma, de passar celebradíssimo à posteridade.
Faleceu em Milão em 397.
O ritual ambrosiano conserva o batismo por imersão. A Quaresma começa somente na quadragésima. A Paixão é lida na Sexta-Feira Santa, sobre textos de todos os quatro evangelistas: não se celebram ofícios de santos em domingos; nas missas solenes recita-se o Evangelho do púlpito e vinte anciãos, dez de cada sexo, que constituem chamado "Colégio de Santo Ambrósio", fazem a oferenda de pão e de vinho.
Adriano I, Nicolau II, Eugênio IV e outros pontífices, tentaram, sem resultado, abolir o rito ambrosiano que foi reconhecido e mandado respeitar por Alexandre VI, em 1497.
Santo Ambrósio foi mais um homem de ação que escritor. Deixou escritas as "Orações fúnebres" de
Valentiniano II Teodósio. Pelas suas excelentes qualidades de orador foi chamado de Cícero cristão.
Também escreveu homilias e sermões para os catecúmenos e para os seus fiéis. Imitou a Basílio o Grande, Gregório Nazianzeno e outros no emprego da alegoria e no sentido místico da exegese. Também escreveu sobre o "Celibato", "Virgindade", a "Santidade", a "Vida religiosa", cinco livros "Da Fé", o "Hexameron", conjunto de nove sermões, o "Livro de Tobias", "Contra a usura", os "Sete livros dos Patriarcas", as "Epístolas bíblicas", a "Exposição dos doze psalmos" e várias outras obras.
Mereceu, por sua habilidade e seu saber, o título de douto intérprete da Escritura, grande Pai da Igreja, digno, em suma, de passar celebradíssimo à posteridade.
Faleceu em Milão em 397.
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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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