sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

São Vital, Monge

Nascimento
Falecimento: 625
Comemorado em: 11 de Janeiro


São Vital foi monge de Gaza. Virtuoso, austero, depois de velho se decidiu a empreender uma perigosa missão: lutar sem cessar para a salvação das mulheres de vida fácil.

Em Alexandria, onde principiou, trabalhava para ganhar algum dinheiro. Conseguida certa importância, ia à procura duma delas, propondo-lhe o abandono daquela má vida, e ao lado da pobre ficava durante toda a noite a orar, pedindo a Deus que a ajudasse a levar vida honesta. De manhã, quando se retirava, fazia-a prometer que nada diria do que se passara.

Como era de se esperar, as más línguas denunciaram-no ao bispo, mas, como era velho e austero, o prelado não ousou sequer tocar de leve na questão, de uns tempos àquela parte, um grande número de mulheres de vida airada vinha deixando, miraculosamente, os maus costumes.

Ora, um homem, assíduo frequentador daquele baixo mundo, violento, encontrando-se, certa vez, com o velho monge, esbofeteou-o em público. Vital, olhando-o docemente, disse: 

- Filho, se soubesses o que te sucederá, não demorará muito...

Morto São Vital, meses depois, este homem, esbofeteado por um abissínio, viu-se possuído do demônio. A gritar, seguido pelos curiosos, tomou a direção da cela onde Vital falecera. E, ali, jogando-se ao chão, aos gritos, e em lágrimas, passou a invocar o Santo, para que o livrasse do demoníaco jugo. Curado, desmaiou. E o povo que o seguiu, passou a comentar os dizeres impressos numa tabuletazinha que lhe acharam sob o corpo, que dizia: "Povo de Alexandria, não julgueis antes do tempo, até que venha o dia do Senhor".

São Vital, que morreu em 625, foi venerado logo após a morte daquele homem que o esbofeteara em público.

Fonte: Vida dos Santos - Padre Rohrbacher

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Santo Ambrósio

Nascimento: 340 em Treveris
Falecimento: 397 em Milão
Comemorado em:


Cícero Cristão

Nasceu Santo Ambrósio, Bispo e Confessor, um dos quatro Grandes Doutores da Igreja, na cidade de Treveris, então residência habitual dos prefeitos das Gálias, pelo ano 340. Enquanto ainda se achava no berço, um enxame de abelhas entrou-lhe pela boca como se nela quisesse fabricar o mel, presságio de sua grande eloquência. Militou primeiramente no foro, em Roma e em Milão. Foi governador da Ligúria e da Emília.

O ariano Auxencio, violento e sutil perseguidor dos cristãos, havia usurpado tiranicamente a Sé de Milão, encontrando-se a cidade agitadíssima por causa da eleição do novo Bispo. Ambrósio foi pessoalmente à igreja onde se reuniam em assembleia os partidos em luta e dirigiu ao povo uma exortação para que a escolha se procedesse com espírito de paz e de concórdia. Não ainda acabado o discurso ouviu-se a voz de um menino entre a multidão, dizendo: "Ambrósio, Bispo!"

Todos, unanimes, cristãos e arianos, o proclamaram. Ambrósio quis fugir ao compromisso. Acedendo, por fim, recebeu o batismo, pois era apenas catecúmeno, e a sagração.

Uma vez sentado na cadeira episcopal, deu à Igreja e aos pobres a prata e o ouro que possuía em abundância, suas terras e outras propriedades.

Dedicado inteiramente ao serviço do seu rebanho, praticava a caridade até com os que professavam outras crenças.Suas instruções tinham o perfume de uma pureza imaculada de costumes.

Enfrentando os hereges, conduziu à Igreja Santo Agostinho, cuja conversão valeu pela de reinos inteiros. Quando Valenciano o ameaçou, respondeu-lhe altivamente: "O imperador não é mais do que um membro da Igreja e não está colocado acima dela". Excomungou o poderoso Teodósio por ter mandado massacrar os habitantes de Tessalônica. Exigiu dele uma retratação pública do seu ato brutal e só o perdoou depois de ter cumprido severa penitência.

Foi Santo Ambrósio o primeiro a introduzir na Igreja do ocidente o canto dos Psalmos, que então só era praticado na Igreja do Oriente, separando a assistência em dois coros.

É o pai e restaurador da liturgia milanesa, chamada ambrosiana, que continua a e considerar independente do oficio romano, feito adotar por todas as igrejas.

O ritual ambrosiano conserva o batismo por imersão. A Quaresma começa somente na quadragésima. A Paixão é lida na Sexta-Feira Santa, sobre textos de todos os quatro evangelistas: não se celebram ofícios de santos em domingos; nas missas solenes recita-se o Evangelho do púlpito e vinte anciãos, dez de cada sexo, que constituem chamado "Colégio de Santo Ambrósio", fazem a oferenda de pão e de vinho.

Adriano I, Nicolau II, Eugênio IV e outros pontífices, tentaram, sem resultado, abolir o rito ambrosiano que foi reconhecido e mandado respeitar por Alexandre VI, em 1497.

Santo Ambrósio foi mais um homem de ação que escritor. Deixou escritas as "Orações fúnebres" de
Valentiniano II Teodósio. Pelas suas excelentes qualidades de orador foi chamado de Cícero cristão.

Também escreveu homilias e sermões para os catecúmenos e para os seus fiéis. Imitou a Basílio o Grande, Gregório Nazianzeno e outros no emprego da alegoria e no sentido místico da exegese. Também escreveu sobre o "Celibato", "Virgindade", a "Santidade", a "Vida religiosa", cinco livros "Da Fé", o "Hexameron", conjunto de nove sermões, o "Livro de Tobias", "Contra a usura", os "Sete livros dos Patriarcas", as "Epístolas bíblicas", a "Exposição dos doze psalmos" e várias outras obras.

Mereceu, por sua habilidade e seu saber, o título de douto intérprete da Escritura, grande Pai da Igreja, digno, em suma, de passar celebradíssimo à posteridade.

Faleceu em Milão em 397.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

São Jerônimo - O Sapientíssimo Doutor

Nascimento:  340, em Estridon na Dalmácia
Nome: Sinfrônio Aurélio Jerônimo
Falecimento:
Comemorado em: 30 de Setembro


    SÃO JERÔNIMO (Sinfrônio Aurélio Jerônimo) Doutor da Igreja, nasceu em Estridon, na Dalmácia, no ano 340. Muito pouco se sabe de sua origem, infância e juventude. Filho de pais cristãos, tinha 20 anos quando o mandaram a Roma, onde fez estudos de latim e grego, afeiçoando-se por Terêncio, Virgílio e os filósofos. No ano 363, depois de se ter aperfeiçoado em dialética, retórica e filosofia, recebeu do Papa Libério a água do batismo. Seguiu mais tarde a Treveris, onde iniciou e completou seus
conhecimentos de Teologia, dirigindo-se à Síria. Cansado do mundo, entristecido pela morte de um companheiro de viagem a quem professava grande afeição e procurando a paz que lhe pedia seu espírito, São Jerônimo entrou no deserto, onde viveu quatro anos, em rígida penitência e jejum, entregue aos estudos. Lá aprendeu a língua hebraica dos lábios de um judeu converso.

    Voltando à Antioquia foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino. Em 380, conhecendo a fama de douto de S. Gregório Nazianzeno, foi a Constantinopla para estudar com ele e com outros célebres teólogos gregos. Ali o surpreendeu o chamado do papa aceitou, pedindo-lhe que voltasse a Roma para assistir ao Sínodo, que devia celebrar-se na sede do papado, em 382. S. Jerônimo aceitou o pedido do pontífice e ao chegar a Roma, Dámaso o nomeou seu conselheiro.

    Sua fama de santo e de doutíssimo teólogo transcende por todo o mundo cristão.

    Em 385 visitou a Palestina, os Santos Lugares e o Egito, radicando-se definitivamente em Belém, no ano 386. Porém seu grande espírito não se bastava de saber. Aprendendo a língua caldeia, dirigindo e conduzindo os monges que já se tinham juntado a ele, ensina-lhes a teologia, funda escolas, administra as hospedarias onde se abrigavam as turbas de peregrinos que o iam visitar no deserto e até combate energicamente a seita herética do pelagiano.

    Em 39 de Setembro do ano 420 veio a falecer na mesma cidade onde nascera N.S.Jesus Cristo.

    A obra de São Jerônimo - Por encargo do papa Damaso, S. Jeronimo redigiu um texto latino das Sagradas Escrituras, reduzindo ao seu teor original toda a versões em uso que tinham sofrido certas alterações. Também revisou o livro do Salmos, o livro de Job e outros. Sua obra gigantesca foi a tradução do Antigo Testamento, de seu idioma original, o hebraico, versão essa conhecida por Vulgata e adotada pela Igreja.

    Os livros de Esther e de Judith traduziu-os do aramaico. Ha que acrescentar-lhe ainda as versõe das Homilias de Orígenes, 14 sobre Jeremias, 14 sobre Ezequiel, 2 do Cântico dos Cânticos, o "Liber interpretationis hebraicorum nominum", e seu trabalhos independentes, tais como:"De serafim", "De Osana", "De tribus questionibus legis veteris" e os comentários "ad Ephesios", "ad Galatas", "ad Philomenem", vários livros sobre os profetas, cartas exegéticas comentário sobre o Evangelho de São Matheus e sobre o Apocalipse.

    Nenhum contemporâneo superou São Jerônimo no domínio da linguística e nos seus profundos conhecimentos da História, Arqueologia, Literatura e na interpretação dos textos bíblicos.

    Entretanto, S. Jerônimo escrevia muito depressa. Diz-se que quando escreveu um comentário à epístola "ad Ephesios", compunha mil linhas por dia. Em quatorze dias escreveu o comentário ao Evangelho de S. Mateus.

    Também são por demais interessantes as obras que S. Jerônimo escreveu sobre História e  Literatura. Entre as de caráter histórico figuram:"Vita Pauli Monachi", "Vita Malchi captivi Monachi", "Vita beati Hilarionis" e os epitáfios ou necrológios que escreveu, em homenagem a pessoas suas amigas. É famoso o arranjo das cartas cronológicas de Euzébio e o livro "De viribus illustris".

    Entre as obras polêmico-dogmática destacam-se o diálogo "Altercatio Luciferiani et Ortodoxi", a tradução de uma obra de Dídimo, o Cego, sobre o Espírito Santo, o tratado sobre Nossa Senhora, o livro "Adversus Jovinianum", os três livros dos "Diálogos contra os Pelagianus", etc.

    Finalmente, o que é mais conhecido na obra de S. Jerônimo são suas cartas, onde o gênio do pai da Igreja parecia achar seu melhor meio de expressão . Das Cartas conservam-se umas 120, cheias de beleza e verdadeiros documentos sobre a vida eclesiástica naqueles anos. As cartas foram o meio que S. Jerônimo usou para comunicar-se com seus amigos, inserindo muitas vezes práticas para os monges, homilias, conselho, respostas sobre dúvida em questões teológicas, etc.

    S. Jerônimo foi um dos máximos expoentes da Igreja em seu primeiro século. Já em vida era admirado por homens tão ilustres como Orosio e Santo Agostinho. Seu gênio está no manejo perfeito do textos bíblicos, a erudição em língua e antiguidades bíblica, sem que ninguém o avantajasse no domínio e conhecimento dos documentos eclesiástico.

    O corpo do sapientíssimo Doutor da Igreja repousa na Igreja de Santa Maria Maior, em Roma.



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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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S. Lamberto - Bispo e Mártir

Nascimento:  640
Falecimento: 17 de Setembro de 696
Comemorado em: 17 de Setembro



Descendente de uma estirpe de príncipes, em Maestrich, pelo ano de 640, nasceu Lamberto. Adolescente ainda, operou dois milagres: na profunda aridez de um sítio onde andavam a construir uma igreja fez brotar uma fonte afim de estancar com a água Cristalina a sede dos operários; de outra vez, para aquecer a choupana de um pobre, carregou na dobras do manto uma porção de carvões acesos, sem receber a menor queimadura. Suas tão extraordinárias virtudes fizeram com que, aos vinte e um anos apenas, fosse sagrado bispo de sua cidade natal; tempos depois, expulso por uma revolução, retirou-se para um mosteiro onde só se distinguia dos demais religiosos pelo seu inigualável fervor. Conta-se que, numa noite de neve, erguendo-se para orar, deixou cair uma das sandálias. Ignorando o abade quem perturbara o silêncio noturno, ordenou que o culpado fosse rezar aos pés da cruz que se erguia diante da igreja. Sob a neve, durante quatro horas Lamberto cumpriu a penitência. E quando o abade, ao saber quem era o punido a ele dirigiu-se a pedir perdão, ouviu estas palavras: "Pedi antes perdão a Deus por vos terdes julgado culpado desta ação; não ensina São Paulo que devemos servir ao Senhor no frio e na nudez?"

Depois de sete anos de vida monástica, voltou a ocupar a cadeira episcopal e seu zelo, assim como a sua caridade nunca conheceram limites. Novo João Batista, devia este grande pastor de almas tombar mártir na defesa da fidelidade conjugal. Havendo o poderoso Pepino de Heristal repudiado a esposa, o bispo não lhe poupou severas censuras por tal procedimento e a nova Herodíade, receando que aquele que por seus encantos soubera conquistar se deixasse vencer pelas admoestações do sacerdote, mandou-o assassinar de emboscada, morrendo Lamberto, crivado de punhaladas, a 17 de Setembro de 696.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

São Raimundo Nonato

Nascimento: 1200 em Portel, Espanha
Falecimento: 1240 em Cardona, Espanha.
Comemorado em: 31 de Agosto
Canonizado em: 13 de agosto de 1657, Roma, por Papa Alexandre VII


Descendente de nobre família espanhola, nasceu Raimundo Nonato em 1200, perdendo a mãe no momento em que veio ao mundo. Assim que começou a compreender a dor da orfandade. consagrou-se filialmente à Virgem Maria, aquela que sob o seu manto azul tão carinhosamente abriga todos os desamparados. Muito pequenino ainda, passava longa horas na solidão dos campos, apascentando as ovelhas do pai que perdera toda a sua fortuna. Mas coisa alguma receava a criança, porque se sentia protegida pela Mãe Celeste.


Quando chegou a hora de escolher carreira, foi ainda a Virgem que, em seus sonhos, mandou que o seu protegido partisse para Barcelona, afim de ser admitido na Ordem de Nossa Senhora da Graça, que era dedicada à redenção dos cativos. Após um edificante postulado, foi o noviço enviado à África; e ali, não possuindo dinheiro bastante para libertar todos os escravos, constituiu-se , em lugar dos mesmos, prisioneiro, só endo posto em liberdade quando pôde completar o pagamento. Com alegria suportou todos os ultrajes do cativeiro; esteve prestes a ser morto, por haver convertido diversos infiéis.


Após a libertação e em virtude dos altos serviços prestados à Igreja, foi elevado ao cardinalato, o que aliás muito o constrangeu. Voltou ao mosteiro, onde continuou a mesma singela existência dos primeiros tempos, não consentindo jamais em trocar o burel pelas purpúreas vestes, nem a cela pelo palácio episcopal.


Numa rude manhã de inverno, tendo dado o chapéu a um velho mendigo, a Virgem veio nessa mesma noite, acompanhada por um cortejo de santos, depositar-lhe sobre a cabeça resplendente coroa. E como em sua humildade, se afligisse o santo com tão insigne graça, viu ao seu lado Jesus, de espinhos coroado; então, submisso aceitou a dádiva.


Quando chegou o momento derradeiro, das mão do próprio Cristo recebeu a comunhão. Morreu no ano de 1240; desprendia-se do seu corpo um suave perfume, e, mal fechou os olhos à terra, começou a operar milagres no céu.



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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

São João Francisco Regis

Nascimento: Aldeia de Fontcouverte, Fr - 31 de Janeiro de 1597
FalecimentoJunho de 1640
Comemorado em: 16 de Agosto
Canonizado em:  1737,  pelo papa Clemente XII  



    Na aldeia de Fontcouverte, na diocese de Narbonne, nasceu João Francisco Regis a 31 de Janeiro de 1597. Foi um dos mais ilustres missionários da Companhia de Jesus, trabalhando a vida inteira, num infatigável zelo, pela evangelização dos pobres, principalmente dos rudes aldeões, apostolado que exerceu sempre na França .

    Ainda a sua colegial, ardente fé influenciava  os jovens colegas; pregar e propagar as santas verdades da religião constituía para ele a maior alegria. Muito jovem, após uma gravíssima enfermidade da qual escapou contra toda esperança, decidiu consagrar-se ao serviço de Deus entrando para o noviciado dos jesuítas de Toulouse com 19 anos incompletos. Logo tornou-se um modelo, principalmente na obras de caridade, sendo denominado o "Anjo do noviciado' . Em Tournon, foram os mais edificantes os sucessos do seu primeiro ministério. Aos domingos, percorria as aldeias próximas , reunindo as crianças afim de ensinar-lhes o catecismo. Pela energia de sua palavra ia destruindo por onde passava os vícios e os maus  costumes. É a esse apostolado  de vinte e dois anos que a Igreja deve o primeiro germe das confrarias do SS. Sacramento que tão grandes bens vem até hoje espalhando pela terra. Uma vez ordenado, volta à sua paróquia natal, onde o seu zelo parece redobrar mais ainda: prédicas, visitas aos pobres e aos enfermos, confissões são estes os seus trabalhos quotidianos. Opera inúmeras conversões. Muita vez ficava até à noite sentado ao confessionário, esquecendo-se até de alimentar-se. E era sempre com estas palavras que se dirigia à gente humilde de sua pequena cidade:
    - Vinde a mim, queridos filhos: vós sois o meu tesouro e as minhas alegrias.

    João Francisco não passou muito tempo na terra. Exerceu o sacerdócio durante dez anos apenas, mas nesses dois lustros, quantas maravilhas operadas, quantos trabalhos, quantos sacrifícios, quantas vitórias e quantos milagres também!

Esse êmulo de São Francisco Xavier, que tanto trabalhou para "a maior glória de Deus" faleceu aos 43 anos de idade, em Junho de 1640.
 


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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São Pascoal Bailão

Nascimento: Torrehermosa, Espanha - 17 de Maio de 1540
Falecimento: Vila-real, Reino de Aragão - 17 de Maio de 1592
Comemorado em: 17 de Maio
Canonizado em: 29 de outubro de 1618; Basílica de São Pedro; por Papa Paulo V


    Filho de modestos agricultores , nasceu Pascoal Bailão numa aldeia da Espanha, a 17 de Maio de 1540. Desde a mais tenra infância deu mostras de uma ardente piedade; dizem mesmo que foi com os anjos que ele aprendeu as primeiras orações, enquanto apascentava mansas ovelhas. Embora pobre, encontrava meios de ser esmoler, partilhando com os mais deserdados do pouco que possuía .


    Penitenciava-se constantemente, por pecados que certamente não cometera, por meio de jejuns, cilícios e sangrentas disciplinas.


    Muito querido de todos quantos o conheciam, recusou a herança de um rico fazendeiro, amigo de seu pai, declarando só aspirar aos tesouros do céu, Aos vinte anos ingressou na Ordem dos Franciscanos; bem duro foi o noviciado, pois o superior, querendo experimentar as virtudes de Pascoal, tratava-o com o máximo rigor, tratamento este acolhido pelo jovem postulante com a mais suave alegria. Porteiro do convento, excedia-se na caridade com os pobres, ameaçando deixar os frades à míngua. Mas quando era admoestado, respondia:

    - Se vierem aqui bater doze pobres e eu só der esmola a dez, pode acontecer que um dos dois não contemplados seja Jesus Cristo.


    A sua maior e mais ardente devoção era pela Santa Eucaristia; passava longas e longas horas de joelho, em frente ao tabernáculo, no mais puro dos êxtases. Possuindo embora uma instrução muito rudimentar, tinha a tal ponto o dom das ciências espirituais que os livros que deixou escritos poderiam ser assinados por qualquer um do Doutores da Igreja.


Pascoal Bailão morreu no mesmo mês, na mesma data em que ao mundo viera: 17 de Maio, no ano de 1592. Contavam os religiosos do convento que, durante a missa de corpo presente, por duas vezes, à elevação da hóstia e a do cálice, abriram-se, numa derradeira adoração terrena, os olhos do morto.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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São Vital, Monge

Nascimento :  Falecimento : 625 Comemorado em : 11 de Janeiro São Vital foi monge de Gaza. Virtuoso, austero, depois de velho se decidiu a e...