sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

São Vital, Monge

Nascimento
Falecimento: 625
Comemorado em: 11 de Janeiro


São Vital foi monge de Gaza. Virtuoso, austero, depois de velho se decidiu a empreender uma perigosa missão: lutar sem cessar para a salvação das mulheres de vida fácil.

Em Alexandria, onde principiou, trabalhava para ganhar algum dinheiro. Conseguida certa importância, ia à procura duma delas, propondo-lhe o abandono daquela má vida, e ao lado da pobre ficava durante toda a noite a orar, pedindo a Deus que a ajudasse a levar vida honesta. De manhã, quando se retirava, fazia-a prometer que nada diria do que se passara.

Como era de se esperar, as más línguas denunciaram-no ao bispo, mas, como era velho e austero, o prelado não ousou sequer tocar de leve na questão, de uns tempos àquela parte, um grande número de mulheres de vida airada vinha deixando, miraculosamente, os maus costumes.

Ora, um homem, assíduo frequentador daquele baixo mundo, violento, encontrando-se, certa vez, com o velho monge, esbofeteou-o em público. Vital, olhando-o docemente, disse: 

- Filho, se soubesses o que te sucederá, não demorará muito...

Morto São Vital, meses depois, este homem, esbofeteado por um abissínio, viu-se possuído do demônio. A gritar, seguido pelos curiosos, tomou a direção da cela onde Vital falecera. E, ali, jogando-se ao chão, aos gritos, e em lágrimas, passou a invocar o Santo, para que o livrasse do demoníaco jugo. Curado, desmaiou. E o povo que o seguiu, passou a comentar os dizeres impressos numa tabuletazinha que lhe acharam sob o corpo, que dizia: "Povo de Alexandria, não julgueis antes do tempo, até que venha o dia do Senhor".

São Vital, que morreu em 625, foi venerado logo após a morte daquele homem que o esbofeteara em público.

Fonte: Vida dos Santos - Padre Rohrbacher

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Santo Ambrósio

Nascimento: 340 em Treveris
Falecimento: 397 em Milão
Comemorado em:


Cícero Cristão

Nasceu Santo Ambrósio, Bispo e Confessor, um dos quatro Grandes Doutores da Igreja, na cidade de Treveris, então residência habitual dos prefeitos das Gálias, pelo ano 340. Enquanto ainda se achava no berço, um enxame de abelhas entrou-lhe pela boca como se nela quisesse fabricar o mel, presságio de sua grande eloquência. Militou primeiramente no foro, em Roma e em Milão. Foi governador da Ligúria e da Emília.

O ariano Auxencio, violento e sutil perseguidor dos cristãos, havia usurpado tiranicamente a Sé de Milão, encontrando-se a cidade agitadíssima por causa da eleição do novo Bispo. Ambrósio foi pessoalmente à igreja onde se reuniam em assembleia os partidos em luta e dirigiu ao povo uma exortação para que a escolha se procedesse com espírito de paz e de concórdia. Não ainda acabado o discurso ouviu-se a voz de um menino entre a multidão, dizendo: "Ambrósio, Bispo!"

Todos, unanimes, cristãos e arianos, o proclamaram. Ambrósio quis fugir ao compromisso. Acedendo, por fim, recebeu o batismo, pois era apenas catecúmeno, e a sagração.

Uma vez sentado na cadeira episcopal, deu à Igreja e aos pobres a prata e o ouro que possuía em abundância, suas terras e outras propriedades.

Dedicado inteiramente ao serviço do seu rebanho, praticava a caridade até com os que professavam outras crenças.Suas instruções tinham o perfume de uma pureza imaculada de costumes.

Enfrentando os hereges, conduziu à Igreja Santo Agostinho, cuja conversão valeu pela de reinos inteiros. Quando Valenciano o ameaçou, respondeu-lhe altivamente: "O imperador não é mais do que um membro da Igreja e não está colocado acima dela". Excomungou o poderoso Teodósio por ter mandado massacrar os habitantes de Tessalônica. Exigiu dele uma retratação pública do seu ato brutal e só o perdoou depois de ter cumprido severa penitência.

Foi Santo Ambrósio o primeiro a introduzir na Igreja do ocidente o canto dos Psalmos, que então só era praticado na Igreja do Oriente, separando a assistência em dois coros.

É o pai e restaurador da liturgia milanesa, chamada ambrosiana, que continua a e considerar independente do oficio romano, feito adotar por todas as igrejas.

O ritual ambrosiano conserva o batismo por imersão. A Quaresma começa somente na quadragésima. A Paixão é lida na Sexta-Feira Santa, sobre textos de todos os quatro evangelistas: não se celebram ofícios de santos em domingos; nas missas solenes recita-se o Evangelho do púlpito e vinte anciãos, dez de cada sexo, que constituem chamado "Colégio de Santo Ambrósio", fazem a oferenda de pão e de vinho.

Adriano I, Nicolau II, Eugênio IV e outros pontífices, tentaram, sem resultado, abolir o rito ambrosiano que foi reconhecido e mandado respeitar por Alexandre VI, em 1497.

Santo Ambrósio foi mais um homem de ação que escritor. Deixou escritas as "Orações fúnebres" de
Valentiniano II Teodósio. Pelas suas excelentes qualidades de orador foi chamado de Cícero cristão.

Também escreveu homilias e sermões para os catecúmenos e para os seus fiéis. Imitou a Basílio o Grande, Gregório Nazianzeno e outros no emprego da alegoria e no sentido místico da exegese. Também escreveu sobre o "Celibato", "Virgindade", a "Santidade", a "Vida religiosa", cinco livros "Da Fé", o "Hexameron", conjunto de nove sermões, o "Livro de Tobias", "Contra a usura", os "Sete livros dos Patriarcas", as "Epístolas bíblicas", a "Exposição dos doze psalmos" e várias outras obras.

Mereceu, por sua habilidade e seu saber, o título de douto intérprete da Escritura, grande Pai da Igreja, digno, em suma, de passar celebradíssimo à posteridade.

Faleceu em Milão em 397.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

São Jerônimo - O Sapientíssimo Doutor

Nascimento:  340, em Estridon na Dalmácia
Nome: Sinfrônio Aurélio Jerônimo
Falecimento:
Comemorado em: 30 de Setembro


    SÃO JERÔNIMO (Sinfrônio Aurélio Jerônimo) Doutor da Igreja, nasceu em Estridon, na Dalmácia, no ano 340. Muito pouco se sabe de sua origem, infância e juventude. Filho de pais cristãos, tinha 20 anos quando o mandaram a Roma, onde fez estudos de latim e grego, afeiçoando-se por Terêncio, Virgílio e os filósofos. No ano 363, depois de se ter aperfeiçoado em dialética, retórica e filosofia, recebeu do Papa Libério a água do batismo. Seguiu mais tarde a Treveris, onde iniciou e completou seus
conhecimentos de Teologia, dirigindo-se à Síria. Cansado do mundo, entristecido pela morte de um companheiro de viagem a quem professava grande afeição e procurando a paz que lhe pedia seu espírito, São Jerônimo entrou no deserto, onde viveu quatro anos, em rígida penitência e jejum, entregue aos estudos. Lá aprendeu a língua hebraica dos lábios de um judeu converso.

    Voltando à Antioquia foi ordenado sacerdote pelo bispo Paulino. Em 380, conhecendo a fama de douto de S. Gregório Nazianzeno, foi a Constantinopla para estudar com ele e com outros célebres teólogos gregos. Ali o surpreendeu o chamado do papa aceitou, pedindo-lhe que voltasse a Roma para assistir ao Sínodo, que devia celebrar-se na sede do papado, em 382. S. Jerônimo aceitou o pedido do pontífice e ao chegar a Roma, Dámaso o nomeou seu conselheiro.

    Sua fama de santo e de doutíssimo teólogo transcende por todo o mundo cristão.

    Em 385 visitou a Palestina, os Santos Lugares e o Egito, radicando-se definitivamente em Belém, no ano 386. Porém seu grande espírito não se bastava de saber. Aprendendo a língua caldeia, dirigindo e conduzindo os monges que já se tinham juntado a ele, ensina-lhes a teologia, funda escolas, administra as hospedarias onde se abrigavam as turbas de peregrinos que o iam visitar no deserto e até combate energicamente a seita herética do pelagiano.

    Em 39 de Setembro do ano 420 veio a falecer na mesma cidade onde nascera N.S.Jesus Cristo.

    A obra de São Jerônimo - Por encargo do papa Damaso, S. Jeronimo redigiu um texto latino das Sagradas Escrituras, reduzindo ao seu teor original toda a versões em uso que tinham sofrido certas alterações. Também revisou o livro do Salmos, o livro de Job e outros. Sua obra gigantesca foi a tradução do Antigo Testamento, de seu idioma original, o hebraico, versão essa conhecida por Vulgata e adotada pela Igreja.

    Os livros de Esther e de Judith traduziu-os do aramaico. Ha que acrescentar-lhe ainda as versõe das Homilias de Orígenes, 14 sobre Jeremias, 14 sobre Ezequiel, 2 do Cântico dos Cânticos, o "Liber interpretationis hebraicorum nominum", e seu trabalhos independentes, tais como:"De serafim", "De Osana", "De tribus questionibus legis veteris" e os comentários "ad Ephesios", "ad Galatas", "ad Philomenem", vários livros sobre os profetas, cartas exegéticas comentário sobre o Evangelho de São Matheus e sobre o Apocalipse.

    Nenhum contemporâneo superou São Jerônimo no domínio da linguística e nos seus profundos conhecimentos da História, Arqueologia, Literatura e na interpretação dos textos bíblicos.

    Entretanto, S. Jerônimo escrevia muito depressa. Diz-se que quando escreveu um comentário à epístola "ad Ephesios", compunha mil linhas por dia. Em quatorze dias escreveu o comentário ao Evangelho de S. Mateus.

    Também são por demais interessantes as obras que S. Jerônimo escreveu sobre História e  Literatura. Entre as de caráter histórico figuram:"Vita Pauli Monachi", "Vita Malchi captivi Monachi", "Vita beati Hilarionis" e os epitáfios ou necrológios que escreveu, em homenagem a pessoas suas amigas. É famoso o arranjo das cartas cronológicas de Euzébio e o livro "De viribus illustris".

    Entre as obras polêmico-dogmática destacam-se o diálogo "Altercatio Luciferiani et Ortodoxi", a tradução de uma obra de Dídimo, o Cego, sobre o Espírito Santo, o tratado sobre Nossa Senhora, o livro "Adversus Jovinianum", os três livros dos "Diálogos contra os Pelagianus", etc.

    Finalmente, o que é mais conhecido na obra de S. Jerônimo são suas cartas, onde o gênio do pai da Igreja parecia achar seu melhor meio de expressão . Das Cartas conservam-se umas 120, cheias de beleza e verdadeiros documentos sobre a vida eclesiástica naqueles anos. As cartas foram o meio que S. Jerônimo usou para comunicar-se com seus amigos, inserindo muitas vezes práticas para os monges, homilias, conselho, respostas sobre dúvida em questões teológicas, etc.

    S. Jerônimo foi um dos máximos expoentes da Igreja em seu primeiro século. Já em vida era admirado por homens tão ilustres como Orosio e Santo Agostinho. Seu gênio está no manejo perfeito do textos bíblicos, a erudição em língua e antiguidades bíblica, sem que ninguém o avantajasse no domínio e conhecimento dos documentos eclesiástico.

    O corpo do sapientíssimo Doutor da Igreja repousa na Igreja de Santa Maria Maior, em Roma.



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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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S. Lamberto - Bispo e Mártir

Nascimento:  640
Falecimento: 17 de Setembro de 696
Comemorado em: 17 de Setembro



Descendente de uma estirpe de príncipes, em Maestrich, pelo ano de 640, nasceu Lamberto. Adolescente ainda, operou dois milagres: na profunda aridez de um sítio onde andavam a construir uma igreja fez brotar uma fonte afim de estancar com a água Cristalina a sede dos operários; de outra vez, para aquecer a choupana de um pobre, carregou na dobras do manto uma porção de carvões acesos, sem receber a menor queimadura. Suas tão extraordinárias virtudes fizeram com que, aos vinte e um anos apenas, fosse sagrado bispo de sua cidade natal; tempos depois, expulso por uma revolução, retirou-se para um mosteiro onde só se distinguia dos demais religiosos pelo seu inigualável fervor. Conta-se que, numa noite de neve, erguendo-se para orar, deixou cair uma das sandálias. Ignorando o abade quem perturbara o silêncio noturno, ordenou que o culpado fosse rezar aos pés da cruz que se erguia diante da igreja. Sob a neve, durante quatro horas Lamberto cumpriu a penitência. E quando o abade, ao saber quem era o punido a ele dirigiu-se a pedir perdão, ouviu estas palavras: "Pedi antes perdão a Deus por vos terdes julgado culpado desta ação; não ensina São Paulo que devemos servir ao Senhor no frio e na nudez?"

Depois de sete anos de vida monástica, voltou a ocupar a cadeira episcopal e seu zelo, assim como a sua caridade nunca conheceram limites. Novo João Batista, devia este grande pastor de almas tombar mártir na defesa da fidelidade conjugal. Havendo o poderoso Pepino de Heristal repudiado a esposa, o bispo não lhe poupou severas censuras por tal procedimento e a nova Herodíade, receando que aquele que por seus encantos soubera conquistar se deixasse vencer pelas admoestações do sacerdote, mandou-o assassinar de emboscada, morrendo Lamberto, crivado de punhaladas, a 17 de Setembro de 696.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

São Raimundo Nonato

Nascimento: 1200 em Portel, Espanha
Falecimento: 1240 em Cardona, Espanha.
Comemorado em: 31 de Agosto
Canonizado em: 13 de agosto de 1657, Roma, por Papa Alexandre VII


Descendente de nobre família espanhola, nasceu Raimundo Nonato em 1200, perdendo a mãe no momento em que veio ao mundo. Assim que começou a compreender a dor da orfandade. consagrou-se filialmente à Virgem Maria, aquela que sob o seu manto azul tão carinhosamente abriga todos os desamparados. Muito pequenino ainda, passava longa horas na solidão dos campos, apascentando as ovelhas do pai que perdera toda a sua fortuna. Mas coisa alguma receava a criança, porque se sentia protegida pela Mãe Celeste.


Quando chegou a hora de escolher carreira, foi ainda a Virgem que, em seus sonhos, mandou que o seu protegido partisse para Barcelona, afim de ser admitido na Ordem de Nossa Senhora da Graça, que era dedicada à redenção dos cativos. Após um edificante postulado, foi o noviço enviado à África; e ali, não possuindo dinheiro bastante para libertar todos os escravos, constituiu-se , em lugar dos mesmos, prisioneiro, só endo posto em liberdade quando pôde completar o pagamento. Com alegria suportou todos os ultrajes do cativeiro; esteve prestes a ser morto, por haver convertido diversos infiéis.


Após a libertação e em virtude dos altos serviços prestados à Igreja, foi elevado ao cardinalato, o que aliás muito o constrangeu. Voltou ao mosteiro, onde continuou a mesma singela existência dos primeiros tempos, não consentindo jamais em trocar o burel pelas purpúreas vestes, nem a cela pelo palácio episcopal.


Numa rude manhã de inverno, tendo dado o chapéu a um velho mendigo, a Virgem veio nessa mesma noite, acompanhada por um cortejo de santos, depositar-lhe sobre a cabeça resplendente coroa. E como em sua humildade, se afligisse o santo com tão insigne graça, viu ao seu lado Jesus, de espinhos coroado; então, submisso aceitou a dádiva.


Quando chegou o momento derradeiro, das mão do próprio Cristo recebeu a comunhão. Morreu no ano de 1240; desprendia-se do seu corpo um suave perfume, e, mal fechou os olhos à terra, começou a operar milagres no céu.



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Texto transcrito do Almanach do Correio da Amanhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

São João Francisco Regis

Nascimento: Aldeia de Fontcouverte, Fr - 31 de Janeiro de 1597
FalecimentoJunho de 1640
Comemorado em: 16 de Agosto
Canonizado em:  1737,  pelo papa Clemente XII  



    Na aldeia de Fontcouverte, na diocese de Narbonne, nasceu João Francisco Regis a 31 de Janeiro de 1597. Foi um dos mais ilustres missionários da Companhia de Jesus, trabalhando a vida inteira, num infatigável zelo, pela evangelização dos pobres, principalmente dos rudes aldeões, apostolado que exerceu sempre na França .

    Ainda a sua colegial, ardente fé influenciava  os jovens colegas; pregar e propagar as santas verdades da religião constituía para ele a maior alegria. Muito jovem, após uma gravíssima enfermidade da qual escapou contra toda esperança, decidiu consagrar-se ao serviço de Deus entrando para o noviciado dos jesuítas de Toulouse com 19 anos incompletos. Logo tornou-se um modelo, principalmente na obras de caridade, sendo denominado o "Anjo do noviciado' . Em Tournon, foram os mais edificantes os sucessos do seu primeiro ministério. Aos domingos, percorria as aldeias próximas , reunindo as crianças afim de ensinar-lhes o catecismo. Pela energia de sua palavra ia destruindo por onde passava os vícios e os maus  costumes. É a esse apostolado  de vinte e dois anos que a Igreja deve o primeiro germe das confrarias do SS. Sacramento que tão grandes bens vem até hoje espalhando pela terra. Uma vez ordenado, volta à sua paróquia natal, onde o seu zelo parece redobrar mais ainda: prédicas, visitas aos pobres e aos enfermos, confissões são estes os seus trabalhos quotidianos. Opera inúmeras conversões. Muita vez ficava até à noite sentado ao confessionário, esquecendo-se até de alimentar-se. E era sempre com estas palavras que se dirigia à gente humilde de sua pequena cidade:
    - Vinde a mim, queridos filhos: vós sois o meu tesouro e as minhas alegrias.

    João Francisco não passou muito tempo na terra. Exerceu o sacerdócio durante dez anos apenas, mas nesses dois lustros, quantas maravilhas operadas, quantos trabalhos, quantos sacrifícios, quantas vitórias e quantos milagres também!

Esse êmulo de São Francisco Xavier, que tanto trabalhou para "a maior glória de Deus" faleceu aos 43 anos de idade, em Junho de 1640.
 


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
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São Pascoal Bailão

Nascimento: Torrehermosa, Espanha - 17 de Maio de 1540
Falecimento: Vila-real, Reino de Aragão - 17 de Maio de 1592
Comemorado em: 17 de Maio
Canonizado em: 29 de outubro de 1618; Basílica de São Pedro; por Papa Paulo V


    Filho de modestos agricultores , nasceu Pascoal Bailão numa aldeia da Espanha, a 17 de Maio de 1540. Desde a mais tenra infância deu mostras de uma ardente piedade; dizem mesmo que foi com os anjos que ele aprendeu as primeiras orações, enquanto apascentava mansas ovelhas. Embora pobre, encontrava meios de ser esmoler, partilhando com os mais deserdados do pouco que possuía .


    Penitenciava-se constantemente, por pecados que certamente não cometera, por meio de jejuns, cilícios e sangrentas disciplinas.


    Muito querido de todos quantos o conheciam, recusou a herança de um rico fazendeiro, amigo de seu pai, declarando só aspirar aos tesouros do céu, Aos vinte anos ingressou na Ordem dos Franciscanos; bem duro foi o noviciado, pois o superior, querendo experimentar as virtudes de Pascoal, tratava-o com o máximo rigor, tratamento este acolhido pelo jovem postulante com a mais suave alegria. Porteiro do convento, excedia-se na caridade com os pobres, ameaçando deixar os frades à míngua. Mas quando era admoestado, respondia:

    - Se vierem aqui bater doze pobres e eu só der esmola a dez, pode acontecer que um dos dois não contemplados seja Jesus Cristo.


    A sua maior e mais ardente devoção era pela Santa Eucaristia; passava longas e longas horas de joelho, em frente ao tabernáculo, no mais puro dos êxtases. Possuindo embora uma instrução muito rudimentar, tinha a tal ponto o dom das ciências espirituais que os livros que deixou escritos poderiam ser assinados por qualquer um do Doutores da Igreja.


Pascoal Bailão morreu no mesmo mês, na mesma data em que ao mundo viera: 17 de Maio, no ano de 1592. Contavam os religiosos do convento que, durante a missa de corpo presente, por duas vezes, à elevação da hóstia e a do cálice, abriram-se, numa derradeira adoração terrena, os olhos do morto.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
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domingo, 6 de fevereiro de 2022

S. Sixto III - Papa

Nascimento: fim do quarto século
Falecimento: 19 de Agosto de 440
Comemorado em: 28 de Março


Sixto, papa, terceiro deste nome, nasceu em Roma em fins do quarto século. O zelo com que combateu as heresias de sua época, mesmo ainda presbítero, e a honra de ser elevado ao sacerdócio tão jovem, bem demonstram a perfeitas virtudes de sua alma.


No seu ardente combate em prol da verdadeira Fé, Sixto não somente anatematizou o pelagianismo como refutou também em suas epístolas os dogmas daqueles hereges.


Por morte do papa S. Celestino, sentou-se Sixto sobre o trono de Pedro, a 26 de Abril de 432. A sua rude energia ocultava, porém, um boníssimo coração. Profundamente devoto da Virgem Santíssima, apressou-se em reparar a antiga basílica de ' Libério que se achava quase em ruínas e que era consagrada à Mãe de Deus; esta igreja tem hoje o nome de Santa Maria Maior, sendo uma das mais belas entre os tão belos templos da Cidade Eterna. Ao templo de São Pedro, deu um ornamento de prata pesando quatrocentas libras. Na igreja de "São Lourenço erigiu colunas de pórfiro e de prata, adornando-a com uma primorosa balaustrada e com uma riquíssima imagem do padroeiro.


E assim, depois de haver, por oito anos, aproximadamente, governado com a mais alta sabedoria, exemplo vivo das mais heroicas virtudes cristãs, odiado pelos hereges, mas profundamente amado pelos fiéis, este grande pontífice morreu em Roma, no ano de 440, tendo sido o seu corpo enterrado na catacumba de S. Lourenço. Deixou muitas cartas e composições poéticas que revelam a sua grande erudição . Sucedeu-lhe no pontificado, S. Leão Magno, que tinha sido um seu fervoroso discípulo .


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
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São Gregório o Grande

Primeiro Servo dos Servos de Deus
Nascimento: 540
Falecimento: 12 de Março de 604
Comemorado em: 12 de Março



    A Grã Bretanha tinha abraçado o cristianismo muitos anos antes, no tempo de seu rei Lúcio, mas depois que os ingleses e os saxões, povos idólatras saídos da Germânia, se haviam apoderado daquela ilha, o paganismo voltara a dominar. Pedira Gregório ao Santo Padre que o enviasse como missionário à Inglaterra. Achava-se em caminho quando o Papa o mandou voltar, em virtude dos clamores do povo. Vendo-se já pastor universal de toda a Igreja, enviou á Inglaterra, Santo Agostinho, prior do mosteiro de Santo André, com alguns outros monges e escreveu aos reis de França, Borgonha e Áustria, exortando-os a favorecer aquela santa empresa. Aos missionários de Santo Agostinho, juntaram-se muitos sacerdotes franceses. Em menos de três anos, toda a Inglaterra veio a ser uma das mais florescentes cristandades da Igreja. O que maior glória infundiu ao seu pontificado foi, inquestionavelmente, a conversão dos ingleses, o que lhe valeu o titulo de Apóstolo da Inglaterra. Estando quase continuamente prostrado no leito, com tudo nunca deixou de velar, não só pelas necessidades espirituais, mas também pelos temporais. Todas as suas rendas redundavam em proveito dos pobres. Todos os dias sentava a sua mesa muitos necessitados. Um dia, indo para lavar os pés a um peregrino, segundo seu costume, aquele desapareceu subitamente. Na mesma noite apareceu-lhe o Salvador e disse-lhe:
    - Gregório, recebeste-me em pessoa.


Tinha escrito num livro os nomes de todos os pobres da cidade de Roma.

Protegendo ativamente a verdade através do mundo bárbaro, velava com a maior inteligência e dedicação sobre os interesses temporais de seu povo de Roma . Foi mui justamente que mereceu o titulo de Gregório o Grande.


Além dos Morais sobre Job, divididos em trinta e cinco livros, compôs os, Diálogos sobre a vida e milagres do Santos de Itália. Trabalhou esta obra a instâncias de seus irmãos, como ele mesmo diz, isto é, de Pedro, seu velho amigo, e de alguns outros monges do seu mosteiro de Santo André, que viviam familiarmente com ele.


As outras obras de S. Gregório são: o Pastoral, vinte e duas Homilias sobre os Evangelhos, o Antifonário, o Sacramentário e oitocentas e quarenta Cartas, divididas em doze livros.


O seu zelo, sempre industrioso pela salvação das almas, inventou e introduziu as litanias ou procissões.


Reformou o luxo, desterrou os abusos e restabeleceu por toda a parte a disciplina eclesiástica, secular e regular.


É a ele, principalmente, que recai a honra de ter recolhido e publicado as belas e sóbrias fórmulas da prece litúrgica e essas harmoniosas melodias às quais o seu nome, - canto "gregoriano" - ficou para sempre unido e considerado como o supremo modelo das músicas sacras.


Faleceu a 12 de março de 604, aos treze anos, seis e dez dias de pontificado, coberto de bençãos e de glórias.


O seu corpo foi enterrado com as honras que lhe eram devidas junto da antiga sacristia da Basílica de São Pedro.


Os papas Clemente VIII e Paulo V fizeram, trasladar as suas relíquias para a nova igreja de S. Pedro do Vaticano.


O mosteiro de São Medrado de Soissons gloria-se de ter algumas relíquias de S. Gregório, desde o ano de 826; e a cidade de Sens crê-se de posse da sua cabeça.


Todo o universo rende culto a São Gregório. Até os gregos, tão pouco devotos com os santos da Igreja Latina, o admitiram na sua liturgia; e em 747 estabeleceu-se na Grã-Bretanha a festa de São Gregório, como principal apóstolo de Inglaterra, desde que os ingleses e os saxões vieram ocupar lugar dos bretões.


É um dos quatro principais doutores da Igreja Latina.


Foi o primeiro papa que tomou o humilde título de "Servo dos Servos de Deus", que depois adaptaram todos os seus sucessores.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
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Santa Francisca Romana

Nascimento:
Falecimento: 9 de Março de 1440
Comemorada em: 9 de Março
Canonizada em: 9 de Maio de 1608

Santa Francisca Romana, Viúva


Santa Francisca, nobre dama romana, foi a mulher forte da qual nos fala a Epístola. Unida aos onze anos pelos laços do matrimônio, a Lourenço de Ponziani, ela foi durante 40 anos da o protótipo da esposa cristã.


Evitando festas, usando vestes de grande simplicidade, consagrando à oração e ao serviço dos pobres o tempo que lhe sobrava nos cumprimentos de seus deveres domésticos, fundou em Roma a Casa das Oblatas da Congregação do Monte Olivete, sob a regra de São Benedito (1433).


Foi ali que ela se retirou após a morte do marido, afim de comprar, com o preço de todos os seus bens, a pérola preciosa da vida eterna, tornando-se assim a esposa de Cristo.


Santa Francisca Romana morreu em 1440.


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Santa Cunegunda, Imperatriz

Nascimento: Fins do décimo século
Falecimento: 3 de Março de 1040
Comemorada em: 3 de Março
Canonizada em: 29 de março de 1200 por Papa Inocêncio III

Santa Cunegunda
Foto: Wikipedia

    Cunegunda, filha de Sigfrido, senhor palatino do Rheno e primeiro conde de Luxemburgo e de Heswigis, descendente de uma das mais nobres famílias da Alemanha, veio ao mundo em fins do décimo século. Desde a mais tenra idade adivinhava-se nela as belas qualidades de sua alma. A uma rara formosura e viva inteligência unia a mais encantadora modéstia. Bebeu com o leite materno uma terna devoção à Nossa Senhora, haurindo assim o amor à castidade que devia ser o lema de sua vida. Chegando, porém, à adolescência, muito nobres apresentaram-se como pretendentes à formosa donzela. E sua mão foi concedida a Henrique, duque de Baviera, que, após a morte de Othon III, foi proclamado rei, sendo coroado em Mogúncia a 6 de unho de 1002; dois meses depois era Cunegunda coroada rainha em Paderborn, cujas igrejas enriqueceu com preciosos donativos.

    Cunegunda era a mãe dos pobres e todo o seu tempo o dedicou às obras de misericórdia. Vivendo inteiramente alheia ao mundo, não foi, porém, por ele esquecida e, em, breve, a maldade tentou macular aquela alma lirial. Tantas calúnias surgiram que o imperador acabou por dar-lhes crédito.


    Sem uma queixa, sem uma palavra de defesa, aceitou Cunegunda a cruel provação. Mas as murmurações chegaram a tal ponto que ela resolveu por fim justificar-se, sujeitando-se à prova do fogo, segundo as leis e usos da época, para testemunhar a sua inocência. No pátio do palácio um braseiro foi acesso, o qual a formosa e Santa imperatriz atravessou descalça, sem que a mais leve queimadura viesse magoar seus delicados pés!


Todos reconheceram, então, a sua pureza e Henrique procurou por todos os modos reparar as injúrias feitas a tão casta companheira. Mais afetuosamente unidos do que nunca, continuaram a trabalhar para a glória de Deus. Fizeram edificar, com as próprias rendas, a catedral de Bamberg, fundando Cunegunda, na mesma cidade o mosteiro das Beneditinas, dedicado a S. Miguel e depois um outro em honra a Santo Estevão; poucas, em verdade, foram as cidades da Alemanha nas quais a rainha-santa não deixou um monumento ou uma fundação.


Em 1024, faleceu o imperador Henrique, deixando a esposa entregue à mais profunda mágoa. No dia do aniversário da morte do marido, convocou ela grande número de prelados, afim de que fosse celebrada a dedicação da capela que fizera construir no mosteiro de Kaffungem, cerimonia à qual assistiu adornada de ostentosas galas e revestida das insígnias imperiais. Ao terminar a missa, aproximou-se do altar e ofereceu um pedaço do Lignu Crucis, engastado em riquíssimo relicário; em seguida, despojando-se dos adornos reais, vestiu um humilde habito de religiosa, de cor parda, feito por suas próprias mãos e bento pelos bispos. A seguir, cortaram-lhe os lindos cabelos e o bispo de Paderborn ofereceu-lhe o véu e o anel das esposas de Cristo. Abriram-se então as portas da clausura e Cunegunda desapareceu aos olhos do mundo. Quinze anos viveu ela no seu querido mosteiro, como a mais simples e humilde das religiosas, partilhando o tempo entre a oração, o cuidado das enfermas e os mais rudes trabalhos domésticos.


Chegou, porém, o momento em que aquela alma tão pura devia voltar ao céu. Poucos momentos antes de expirar, tendo já recebido os socorros da religião que tão admiravelmente servira, notou que as monjas preparavam um rico manto negro, bordado a ouro, para adornar a "eça" sobre a qual seria exposto o seu cadáver. E isto afligiu-a de tal modo que só recuperou a serenidade quando lhe foi prometido que seria sepultada na mais evangélica pobreza e que nem uma vaidade mundana viria relembrar que a humilde monja fora um dia imperatriz.


Morreu a 3 de Março de 1040, sendo seu corpo conduzido para Bamberg. Cento e sessenta anos mais tarde, em 1200, foi canonizada pelo papa Inocêncio III.

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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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Santo Inácio, Martir, Bispo de Antioquia

Nascimento: Antioquia ca. 30-35
Falecimento: Roma 98 e 107
Comemorado em: 1 de Fevereiro
 



Pretendem alguns autores que Inácio foi aquela criancinha que o Cristo colocou entre os apóstolos, quando lhes deu uma das suas tão sublimes lições de humildade: "Se não vos tornardes semelhantes a este pequenino - disse o Rabbi - não entrareis no reino dos céus" _ O que se pode, no entanto, assegurar, é que ele era amigo e companheiro dos primeiros discípulos e que teve por mestre S. João, o apóstolo bem amado.

Foi também um grande- bispo, em Antioquia, sua cidade natal. Homem de uma rara santidade e de invulgar saber, teve a glória de ser um daqueles que, no martírio, deu a vida pela causa do Salvador.


Conduzido perante o imperador Trajano, submeteu-se a longo interrogatório:

- És tu, demônio, quem os deuses insultas?

- Sois vós o primeiro a chamar a Theophoro demônio - retorquiu serenamente o interpelado.

- E o que entendes por Theophoro?

- Todo aquele que traz Jesus Cristo no coração.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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Santa Úrsula - A Fundadora das Ursulinas

Nome: Angela de Merici
Nascimento: 21 de Março de 1474
Falecimento: 28 de Janeiro de 1540 (65 anos)
Comemorada em: 27 de Janeiro
Beatificada em: 30 de abril de 1768 pelo Papa Clemente XIII
Canonizada em: 24 de Maio de 1807 pelo Papa Pio VII

Ângela de Merici

    Filha de um robusto camponês lombardo e de uma representante da pequena nobreza de Solo, Ângela de Merici, nascida em Março de 1474, "é a mais feminista, a mais evoluída das santas", diz a sua biógrafa, Marguerite Aron. Muito cedo, precocemente amadurecida com a privação dos carinhos dos pais que a deixaram na orfandade muito jovem ainda, começou a estudar e a compreender os males e as desordens sociais e a aspirar a maneira de remediá-los do melhor modo possível. "Todos estes erros - dizia - vêm da família; a família depende principalmente da mãe e há poucas mães cristãs porque não se cuida bastante da educação das meninas".

    Assim, pois, essa obra admirável Ursulinas Educandas é o fruto de uma longa existência de meditação: sua fundadora contava sessenta anos de idade quando a realizou.


Numa austera solidão, entregue ao estudo e aos exercícios espirituais, em Grezzo, o sitio paterno, passou Ângela a maior parte de sua existência. Um dia, uma visão veio indicar-lhe o caminho a seguir: uma longa escada - assim como a escada de Jacob - tocava por suas extremidades a terra e os céus; uma brilhante multidão de virgens por ela subiam duas a duas, enquanto os anjos faziam ouvir encantadora música.

- Tem coragem, Ângela, - disse uma voz, - hás de estabelecer uma congregação.


    Era Santa Úrsula quem assim se manifestava, acompanhada do seu virginal cortejo.

    De súbito, um dia, reunindo suas companheira de ideal, lançou, cheia de alegria, os fundamentos da congregação das Ursulina, ou Ordem de Santa Úrsula, cuja base é formar a infância nos princípios da vida cristã, refazendo assim, com essas futuras mães, a sociedade sobre a qual tantos males se acumulavam. Por toda a parte floresceram as novas Casas; em cinco anos apenas o belo ideal tanto tempo acalentado estava realizado do mais perfeito modo. Cumprida sua missão, quis o Senhor que fosse Ângela receber na pátria celeste a tão merecida recompensa. Sentindo, pois, que era chegado o momento de partir, reuniu ela em torno do leito suas desoladas filhas e depois de fazer-lhes as recomendações supremas, galgou a virginal escada de Úrsula e de suas companheiras.

    Ângela de Merici, morta a 28 de Janeiro de 1540, vive ainda e viverá sempre no espírito da tão magnífica obra que no mundo deixou, inclusive o Brasil, onde a Ordem possui vários mosteiros, desde 1735, na Bahia, em Minas e São Paulo, mantendo, no Rio de Janeiro, uma Faculdade de Pedagogia, ciências e Letras, com sede em Botafogo.


    No lugar onde se deu o suplício da inspiradora da Ordem, são conservados numa capela os restos mortais de Santa Úrsula e de suas companheiras; Bruges é também depositária de alguns desses corpos virginais.

    

    Por ter conduzido ao céu tantas almas, é tida Santa Úrsula por modelo e patrona de quantos se aplicam em instruir cristãmente a mocidade, sendo também padroeira da Sorbone.


Sede da Ordem das Ursulinas, na Alemanha.


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Texto transcrito do Almanach do Correio da Manhã - 1940.
O texto reproduzido está em português atual.
O original está disponível no site da Biblioteca Nacional
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São Vital, Monge

Nascimento :  Falecimento : 625 Comemorado em : 11 de Janeiro São Vital foi monge de Gaza. Virtuoso, austero, depois de velho se decidiu a e...